Protegido: Edésio Passos – cerimônia de entrega do título de Doutor Honoris Causa da Faculdade de Ciências Sociais do Cesusc – 13/08/2012 – Florianópolis, SC.

14 ago

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Comunicação Colaborativa >> Oficina Prática

16 jul

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O uso da internet para difusão cultural é aparentemente simples. Como em qualquer área, no entanto, basta aprofundarmos o olhar para ver que existem meandros e detalhes muito importantes para melhorar a comunicação. A comunicação na internet é, essencialmente, imperfeita. Imperfeito, se usarmos a etimologia, significa não terminado, não acabado. A abundância de informações disponíveis cria um caldo de confusão enorme. Nosso trabalho é organizar esse barulho todo e conseguir captar o público.

Há um princípio da escola científica da Gestalt que afirma: quando há excesso de informações, nenhuma informação é percebida. Então temos que lapidar nosso discurso multimídia de forma que seja um oásis real no deserto, já que as pessoas costumam ter sede em algum momento. Como transcender as miragens, ilusões e pirotecnias inócuas? Como tornar humana nossa comunicação no mundo binário?

Para além das tecnologias, é necessário saber que a esta altura do jogo já não existem bobos. Mesmo o mais leigo dos usuários foge do marketing puro e simples. E se trabalhamos com arte e cultura, precisamos de um jardim agradável que atraia sem recorrer ao formato publicitário imperativo. É interessante pensarmos os espaços ditos virtuais como um ambiente que convide a passear, um pomar que ofereça frutas de graça, para só então pedir algo, seja atenção, seja presença, seja adesão.

Um site, um blog ou mesmo o mural do livro das faces, se abordado como mero outdoor propagandístico, dificilmente gerará fluxo humano genuíno. É necessário humanizar, tornar menos impessoal, o que dizemos com palavras, imagens ou sons nos meios eletrônicos. Deixar às claras a gema do ovo. Criar  aquele ponto luminoso pulsante que os poetas procuram.

A abordagem da oficina inclui:

web 2.0  l  privacidade l  mídias sociais

blogs  l  sites  l  tags  l  creative commons

open business  l   estratégias  l  humanização

criação coletiva  l  transmídia  l conteúdo

produtos culturais  l  generosidade intelectual

jornalismo cidadão  l   crowdfunding/sourcing

experiências  l  compartilhar  l  como?

Saiba quem é e o que faz Felipe Obrer:

https://obrerconsultoria.wordpress.com

 Público:

  • artistas e criadores;
  • grupos artísticos;
  • produtores culturais;
  • assessores de imprensa;
  • interessados em geral.

Valor: R$ 360,00.

Duração: 6 horas (R$ 60 / hora).

Inscrições:

Até o dia 15 de julho, R$ 300 (desconto de 60 reais)

Por gentileza, entrar em contato com felipeobrer@gmail.com ou 48 9667 0573 e obter os dados bancários para depósito.

É possível fazer a inscrição também pelo pagseguro, com cartão. Favor enviar um e-mail para contato@smartmobs.com.br.

Quando:

Sábado, 28 de julho de 2012. Das 10h às 13h e das 14h às 17h

Onde:

SmartMob Coworking. Rua Nunes Machado, 93, 1º andar, Centro

Protegido: Fotografias do casamento de Valentina & Gabriel – 11 de fevereiro de 2012, Hotel Maria do Mar

21 fev

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Trabalhador

3 fev

 

Obrer, em catalão, quer dizer operário, obreiro, trabalhador. Basta fazer uma pesquisa que a probabilidade de encontrar um sindicato de Barcelona é grande. Como sobrenome, não teria sentido a menos que eu realmente faça jus ao significado. Para não duvidar mais, organizei algumas informações:

Janeiro de 2012 até agora

Responsável pela revisão/redação de textos, gestão de mídias sociais e contato com apoiadores. Se o projeto for bem-sucedido, fotógrafo.

  • Sugestões Musicais do Obrer

Janeiro de 2012 até agora

Espaço em que escrevo sobre música tendo como critério o gosto. O post inaugural foi sobre o produtor, cantor, violonista, poeta e compositor François Muleka, intitulado “François Muleka, franco-difusor de perfumes”

  • Obrer Consultoria

2011 até agora

Meu braço de divulgação das coisas que faço profissionalmente, na área da comunicação (texto, fotografia e internet).

  • Salsipuedes

2011 até agora

Trio (por enquanto) de interação sonora formado pelo multiartista uruguaio radicado em Floripa Diego de los Campos, pelo também uruguaio-brasileiro radicado em Floripa Peter Gossweiler, patrimônio cultural da humanidade segundo a Unesco, criador do Festival Música Livre, entre outras coisas, e eu. Ainda não houve apresentações públicas, apenas encontros sonoros e alguns registros em vídeo e áudio.

  • Grupo Cultura em Floripa

2011 até agora

Fundador e administrador do grupo Cultura em Floripa, no Facebook. Criado em meados de 2011, conta atualmente com mais de 1.000 membros e serve como meio de divulgação e proposição de atividades culturais e artísticas em Fpolis. Em 2011 houve um encontro presencial e em 2012 está em articulação colaborativa um novo.

  • Tradução do livro de poemas Flor da Pedra

2011 até agora

Transcriação para o espanhol do livro de poesia Flor da Pedra, de autoria de Cida Almeida, poeta e escritora goiana (ou seria goianiense?).

  • Obrér Cultural

Abril de 2009 até agora

Site/blog dedicado à divulgação cultural e artística em Florianópolis. No ar desde abril de 2009, o Obrér Cultural conta com aproximadamente 60 mil visitas.

  • Tangolomango – Festival Latino-Americano da Diversidade Cultural

2008 até agora

 

Focado na generosidade intelectual e na produção compartilhada, o Tangolomango propõe uma metodologia de trabalho em que valoriza o processo do intercâmbio como um espaço de convivência e valorização das diferenças, apresentando o resultado final da experiência através da realização de um espetáculo criado de forma colaborativa, ao longo das dinâmicas de trocas.

Em 2008: Redação de dois textos publicados no fanzine, entrevistas e versão para o espanhol. Em 2010: Redação de textos sobre os grupos latino-americanos e tradução para o espanhol. Em 2011: Conexão Rio de Janeiro-Buenos Aires. Cobertura colaborativa, contato com grupos participantes e traduções. Em 2012: Conexão Fortaleza-Bogotá (revisão de textos, tradução e contato com grupos) e tradução para o espanhol do documentário sobre a edição 2011.

  • Colaborador do Overmundo

23 de Janeiro de 2007 até agora

O Overmundo é um site colaborativo dedicado à difusão cultural no Brasil. Tem como propósito dar visibilidade às produções culturais que não recebem a devida atenção da mídia tradicional. Trabalha com um sistema de licenças Creative Commons que autoriza o uso não comercial, exige atribuição de autoria e compartilhamento pela mesma licença (BY-NC-SA). Publico lá desde notas na agenda até textos em que pratico o chamado jornalismo cidadão, passando por vídeos, fotografias e, no início, alguns textos poéticos.

  • Reportagem (texto e fotografias) para a revista Problemas Brasileiros

De Janeiro de 2012 a Fevereiro de 2012

Matéria intitulada “Os fortes da ilha”, sobre as fortificações coloniais da Ilha de Santa Catarina e arredores e o processo de exploração turística associado a elas. Publicada na edição de janeiro/fevereiro de 2012 da revista Problemas Brasileiros, que é bimestral.

  • Fotografias do lançamento do documentário JK no Exílio

Em Novembro de 2011

Cobertura fotográfica do lançamento do documentário JK no Exílio, de Charles Cesconetto, na Fundação Cultural Badesc, em Fpolis.

  • Exposição ‘Semi-Ótica – miopia e astigmatismo’ na Livraria Catarinense

De 7 de Outubro de 2011 a 31 de Outubro de 2011

Aconteceu no Espaço Cultural da Livrarias Catarinense Megastore, na rua Felipe Schmidt, centro da cidade.

  • Fotografias do lançamento do CD do grupo de choro Ginga do Mané

Em Outubro de 2011

Cobertura fotográfica do espetáculo musical de lançamento do CD do grupo de choro Ginga do Mané, no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho).

  • Levantamento na internet sobre plataformas de distribuição musical

De Agosto de 2011 a Setembro de 2011

Colaborador na equipe de pesquisa na internet sobre sites de distribuição de música, etapa preliminar de criação do selo BM Factory, encabeçado pelo músico Sergio Benevenuto e pela produtora Analú Lisbôa.

  • Reportagem na edição número 2 da Revista Overmundo

Em Agosto de 2011

Matéria “Cidade dos Perdidos, ou ‘tu não és daqui, né?'” para a qual fiz texto e fotografias, trata dos vários nomes que a cidade de Florianópolis já teve, fazendo um passeio pela história e chegando ao contexto sócio-cultural presente. Está entre as páginas 36 e 46 da edição #2 da Revista Overmundo, publicada em formato digital: aplicativo para Ipad e em PDF.

  • Exposição ‘Semi-Ótica – miopia e astigmatismo’

De 26 de Julho de 2011 a 12 de Agosto de 2011

Exposição fotográfica de abstrações sem edição digital. Aconteceu na Aliança Francesa de Florianópolis. Desdobramento prático da pesquisa artística autônoma das “fotos de barriga”, com rotação da câmera em estágios sobre o próprio eixo, com velocidade de obturador baixa. Os resultados se mostram especialmente interessantes quando a técnica autodidata é aplicada à captação de imagens em espetáculos musicais.

  • Fotografias da palestra e do workshop de Michel Odent

De 15 de Julho de 2011 a 16 de Julho de 2011

Cobertura fotográfica da palestra e do workshop do obstetra francês ativista da humanização do parto e do nascimento Michel Odent, em Florianópolis, evento de inauguração do Espaço Hanami.

  • Exposição ‘Fotografias da Ilha’

De 27 de Janeiro de 2011 a 19 de Fevereiro de 2011

Exposição, no Café Empório Mineiro, de fotografias feitas na Ilha de Santa Catarina, entre as quais havia imagens da Ponte Hercílio Luz, de fortificações coloniais, paisagens naturais e elementos simbólicos da cidade.

  • Fotografias para a revista Problemas Brasileiros

De 2010 a 2011

Fotografias publicadas em três diferentes edições da revista Problemas Brasileiros, em matérias de autoria da jornalista Milu Leite. O editor da revista, publicada pelo SESC de SP, é Henrique Pita.

  • Vídeo de show de Joana Knobbe e Trio no Full Jazz

Em 9 de Novembro de 2010

Registro em vídeo da apresentação de Joana Knobbe (voz), Daniel Argolo (bateria), Luciano Pasinato (guitarra) e Ruba (contrabaixo) no Full Jazz Bar, em Curitiba, Paraná.

  • Interpretação de conferência

De 10 de Junho de 2010 a 13 de Junho de 2010

Interpretação de conferência (vulgarmente chamada tradução simultânea), em cabine, espanhol<=>português (ida e volta) durante o 1o. Encontro de Film Commissions da América Latina, em Fpolis, SC.

  • Revisão de textos de pesquisas

Em 2010

Revisão de textos de pesquisas de mercado da empresa em que Lara Vainer é sócia-proprietária.

  • Tradução do texto dramatúrgico Tarimba

Em 2010

Tradução (transcriação, diria Haroldo de Campos) da peça de autoria de Afonso Nilson de Souza, para o espanhol.

  • Fotografias da apresentação da Escola Portátil de Música

Em 2010

Cobertura fotográfica do espetáculo musical da Escola Portátil de Música, grupo de choro do Rio de Janeiro, na Ilha de Santa Catarina. No Centro de Cultura e Eventos da UFSC (vulgo elefante branco)

  • Fotografias para a Revista da Folha de SP

Em Agosto de 2009

Fotografias para matéria de autoria da jornalista Milu Leite, intitulada “A Floripa de Zé Perri”, publicada em agosto de 2009 na Revista da Folha de SP.

  • Relator do Eixo Temático I da 2a Conferência Municipal de Cultura

Em Outubro de 2009

Em Florianópolis. O documento foi elaborado a várias mãos. Me coube relatá-lo durante a conferência. Tratava de produção simbólica e diversidade cultural.

  • Overmundo

De 2007 a 2008

Em 2007, como difusor do programa Nas Ondas do Rádio, produzido colaborativamente, junto a rádios educativas e comunitárias. No segundo semestre de 2008, como membro do conselho consultivo e representante regional do Instituto Overmundo no Sul do Brasil.

  • Revisão do TCC de Kelly Scherer

De Fevereiro de 2007 a Março de 2007

Revisão ortográfica, gramatical e de estilo do Trabalho de Conclusão de Curso (Filosofia) de Kelly Scherer, atualmente bacharel e licenciada em Filosofia. O título do texto acadêmico era “A Transição das Disciplinas ao Bio-Poder em Michel Foucault”.

  • Revisão de traduções

De 2000 a 2001

Revisão de traduções feitas do inglês para o português pela tradutora e intérprete Angela Noronha, para publicações como a revista HSM Management.

  • Guia de turismo, câmera e marinheiro auxiliar de convés

De 1998 a 2001

Em empresas de filmagem que oferecem o serviço em passeios marítimos que visitam as fortalezas coloniais restauradas. Fiz o curso de Marinheiro Auxiliar de Convés na Capitania dos Portos de SC, aos 17 anos de idade. Tenho até hoje a carteira. Não foi um trabalho ininterrupto, houve intervalos.

  • Revisor de textos na Gráfica e Editora Energia

Em 2000

Aos 18 anos, na Gráfica e Editora Energia, vinculada ao curso pré-vestibular, ao colégio e à faculdade homônimos. Revisão de materiais didáticos e documentos internos. Fui um dos únicos dois aprovados em teste de seleção do qual participaram também diversas pessoas com formação em Letras. Na época eu havia concluído apenas o Ensino Médio. A outra pessoa aprovada tinha formação em Letras.

  • Coordenador geral da rádio estudantil da Escola Técnica Federal de SC

Em 1998

Aos 14 anos coordenei, a convite da gestão do grêmio estudantil e ao longo de um semestre, cerca de 30 estudantes que mantinham a programação da rádio, que mesmo com esse nome não transmitia ondas, consistia em um estúdio com mesa de som, cabos e caixas espalhadas pela Escola Técnica Federal (que viria depois a se chamar CEFET-SC e atualmente IF-SC, Centro Federal de Educação Tecnológica e Instituto Federal, respectivamente).

 

Transcriação*

2 fev

* Haroldo de Campos definiu assim a tarefa de traduzir obras literárias. Considero que o termo se aplica a qualquer labor textual.

 

Digo eu:

 

Dêem-me um texto retorcido e eu o devolverei sinuoso.

Algo seco voltará úmido.

Algo comum voltará único.

Se me derem algo puro, voltará antropofágico.

 

Revisão, redação, tradução?

 

Portfólio: TEXTO

Os fortes da ilha – reportagem na revista Problemas Brasileiros

29 jan

A matéria foi publicada na edição mais recente, de janeiro/fevereiro de 2012, da revista Problemas Brasileiros, que é editada pelo SESC de SP.

Trata das fortificações existentes na Ilha de Santa Catarina e da exploração turística que se faz delas. São de minha autoria o texto e as fotografias (exceto a das ruínas da fortaleza de N. Sra. da Conceição).

Acesse a reportagem no portal do SESC

 

Reprodução da revista impressa:

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Pré-casamento de Valentina & Gabriel

29 jan

Fotografias do pré-casamento (em inglês, expressão mais usual no meio fotográfico nupcial, pre-wedding) do casal argentino Valentina e Gabriel, radicado em Fpolis. As imagens foram produzidas, paradoxalmente, sem muita produção. Contamos com a gentileza do pescador que acabou prestando uma assistência inesperada. Câmera na mão e iluminação natural. Sem edição. Prefiro, em lugar de selecionar, photoshopar e tornar públicas apenas as imagens ótimas, compartilhar o ensaio inteiro, já que os erros são o caminho para os acertos.  Fim de tarde em Santo Antônio de Lisboa, sábado 28 de janeiro de 2012. O casamento acontecerá no dia 11 de fevereiro,  no Hotel Maria do Mar. Também farei as fotos.

 

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Abaixo, a galeria com as imagens uma a uma.

Continue lendo

Fotografias Floripa Instrumental 2011 – dia 27 de novembro, domingo

27 jan

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viaFotografias Floripa Instrumental 2011 – dia 27 de novembro, domingo.

Caso queira fazer uso das imagens para publicações ou outras finalidades comerciais, por gentileza, entre em contato.

Fotos do lançamento do documentário JK NO EXÌLIO

24 nov

 

 

22 de novembro de 2011, Fundação Cultural Badesc

 

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Exposição SEMI ÓTICA – miopia e astigmatismo – na Livraria Catarinense até o final de outubro

7 out

SEMI ÓTICA

Miopia e Astigmatismo [de Felipe Obrer]

Ver. Visão. Saúde. Um olho é. Dois olhos são. Sãos.

Irregularidades do globo ocular. Nervo ótico. Nervosismo estético.

A volta a um consultório oftalmológico.

A lógica homogeneizadora do olhar humano.

Nitidez reencontrável pelo olho da câmera.

Uma década sem lentes.

Exposição longa e giro da câmera em estágios.

Desacolpamento da cápsula de navegação. Flutuar no vácuo pleno.

Cópula de fótons. Cúpula de bíons.

A transitoriedade da luz.

O encontro com o infinito dentro do finito.

A revelação da realidade fractal.

Corpo da câmera no plexo solar do corpo do fotógrafo.

Fotos de barriga.

Estômago mago. Entropia visual.

Dizem que arte não se explica, mas como gosto das palavras além das imagens, prefiro decodificar um pouco o conceito da exposição, já que a corruptela do título implica algum jogo de significados.

Enquanto ainda diletava na fotografia, experimentei fotografar chamas de três velas no escuro, luzes noturnas da cidade e outras fontes fotônicas. Era algo bastante sem critério, movimentos aleatórios, bagunça pura.

Um dia, lá se vão mais de dois anos, numa festa em que provavelmente o único abstêmio era eu, sentado num extremo do recinto, experimentei colocar a câmera sobre meu peito, para ter estabilidade com o ISO baixo, mas não adiantou muito. A imagem saiu borrada. O que me despertou a curiosidade foi o tempo: o obturador se abriu e, estranhando, comecei a contar… 9, 10, 11, 12… 56 segundos até fechar! Por intuição ou sorte, já não sei, inventei de girar a câmera num ritmo próximo ao da minha respiração lenta. Em estágios, sobre o próprio eixo. Era a descoberta da luz longa.

Desde então passei a experimentar essa pesquisa autônoma, sem referências teóricas. Chamei os resultados de fotos de barriga ou miopia e astigmatismo, problemas oculares que tenho diagnosticados. O tipo de imagem resultante tem me servido também para registrar de maneira não realista, mas sim energética talvez, espetáculos musicais, em que a dinâmica da música se revela mais nas fotografias de barriga do que se fossem meramente ilustrativas.

Não uso óculos há pelo menos dez anos. Inventei todo um discurso para justificar a ausência de correção oftalmológica. Devo ter passado por indiferente a muitas pessoas que, se me cruzaram a mais de três metros de distância, mesmo sendo conhecidas, não reconheci. Também vai se aprofundando uma ruga de expressão no entrecenho, que deriva daquela tentativa constante de ler a placa do ônibus que vem, o quadro nas poucas salas de aula que frequentei ou os outdoors com a publicidade do mundo.

Voltei a um consultório e a dona Célia, nordestina que mora na Ilha há anos, muito competente no que faz, me abriu os olhos. Sem fazer uso, para tanto, daquele colírio horroroso que facilita a medida da pressão intraocular e deixa o paciente suscetível a uma experiência traumática pós-consulta, quase cegado pela quantidade de luz que invade os olhos. De todo modo, constatou o que eu já sabia: tenho bons graus de astigmatismo e miopia, e um eixo bastante divertido. Talvez esta exposição marque o ponto de inflexão, a volta aos óculos, cuja armação já escolhi numa ótica chamada Focco. Assim, com dois cês.

 

A exposição Semi Ótica – miopia e astigmatismo, de Felipe Obrer, segue aberta ao público de 01 a 31 de outubro, de segunda a sexta-feira das 9h às 20h e aos sábados das 9h às 16h, no Espaço Cultural da Megastore das Livrarias Catarinense, Rua Felipe Schmidt, nº 60, no Centro de Florianópolis. Mais informações pelo telefone (48) 3271.6001.