Transcriação*

2 fev

* Haroldo de Campos definiu assim a tarefa de traduzir obras literárias. Considero que o termo se aplica a qualquer labor textual.

 

Digo eu:

 

Dêem-me um texto retorcido e eu o devolverei sinuoso.

Algo seco voltará úmido.

Algo comum voltará único.

Se me derem algo puro, voltará antropofágico.

 

Revisão, redação, tradução?

 

Portfólio: TEXTO

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3 Respostas to “Transcriação*”

  1. Felipe Obrer 2 de fevereiro de 2012 às 21:52 #

    Poderia ter dito também:

    Dêem-me um texto gordo e o submeterei a uma lipoescultura; se vier feio, voltará renovado como se de um salão de beleza; se vier prostrado, voltará ereto e caminhante, como Lázaro; se vier como Ícaro, voltará com as asas educadas a não voar perto demais do sol; se vier como lagarta, voltará borboleta; se vier como monstro do Lago Ness, voltará como sereia oceânica; se vier poluído, voltará com carbono zero.

    E se vier sem alma voltará encarnado. =)

  2. Rafael Ninno 3 de fevereiro de 2012 às 9:21 #

    e se vier sem criatividade
    voltará como uma partida de xadrez…

    e se vier como um tecnobrega ou sertanejo,
    voltará como jazz!

    grande Felipe,
    forte abraço de um antigo admirador de seus trabalhos!

    • Felipe Obrer 3 de fevereiro de 2012 às 10:25 #

      Ninno! A admiração é mais que recíproca. Quisera eu ter tabalhado com biodigestores no Pará… =) Me deu orgulho de ter convivido de perto com a figura humana idiossincrática e iconoclasta que és quando vi a Sonia Hirsch, por exemplo, recomendando no blog dela teus trabalhos com fitocosméticos. Tu és referência pra mim também… Soube quem foi Bautista Vidal, por exemplo, através de ti. Admiro também teu trabalho didático sobre energia da biomassa com a Maria Estrázulas (fiz uma oficina de fotonarrativa na FC Badesc da qual ela participou, em dezembro passado, lembramos de ti).Saudades de conversar pessoalmente! Como vai a família? Por aqui minha vida toda renovada, colocando luz na âncora sombria que me acompanhava, até cortar a corda e deixar ir ao fundo o que tem que ir, como a pedra no feijão. Ou fundir o metal e fazer alguma escultura, já não sei qual será a via de sublimação, sei que me afastei das relações que me atrasavam. =) Abraço fraterno pra ti e muito boa sorte na vida. Não deixa de avisar quando aportares na Ilha outra vez, ok?

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